30 julho 2009

A luz das cores retidas


O farol engole a escuridão e caminha sobre o mar,
chamado pelo som que serpenteia: voa agora nítido e fugidio; quase exagera no efeito praticamente hipnótico - tantas cores -
declina doçura, atirado de mão dada para que te espreite,
atravessando o frio que pretere o teu regresso.

Celebra-se o teu rosto e a denúncia das mãos paternais que o
desenharam às quentes maternais mãos, esculpidas pelo sopro do
movimento que tanto absorve.

Toques recepcionados: soltos - em aproximação que tendem
pelos dominios do absoluto - pela pele
resiliente à fuga das alcateias de granito:

exijo espalhada essa matéria que revestes e o sorriso, retido, desintegra-se: segredaste-lhe a escuta das palavras que te aquecem,
após a fuga pela praia das memórias irreveladas.

3 comentários:

Joao disse...

Só para dizer que cheguei. O farol deu-me simpaticamente as boas-vindas e despertou ambiciosas expectativas.

Quero algum tempo para recuperar o perdido. Já notei que há muito para ver lá atrás.

Abraço

Anónimo disse...

Como e bom não cair na agua sozinho. Obrigado !

Nuno disse...

um mergulho é para ser dado como se preferir :)