08 agosto 2009

Desafio: labirinto

tocar o relevo que rodeia
esses olhos:
a fuga do sono que fulmina -

que eleva a viagem
do peso específico,
para o sentir sem conteúdo.

como suspende
a névoa sobre aquele brilho
agora fragmentado em si?

porque se convocam
as alcateias até ao toque
do quase.

os vidros impedem a visão: são mais ténues
que membranas sopradas pelo
vento nada.

estes nervos deixam de ser os
ramos que afastavas docemente:
tecidos: inconscientes: obliterados.

espalho-me por estas ruas para que o eco da tua
passagem na madrugada esclareça esta noite
que não emagrece.

grito a interrogação
- a que se embrulha em avidez:
o que arquitecta esse muro?

a resposta ampara
as gargalhadas no labirinto de madeira
azul: cerâmica da volatilidade.

os beijos, esses;
investigam os intervalos
que engolem aquele mistério.

como te prendeu a ausência,
movimento de radiação
que o sábio procura.

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