06 dezembro 2009

the invisible, Piano Magic e PATRICK WATSON @ Teatro Sá da Bandeira – 4.12.2009

Há acontecimentos que valem pela exactidão do seu desenvolvimento, pela sucessão de detalhes que mais à frente lhes damos a devida importância ou nos apercebemos da sua real preponderância para a forma como nos vai marcar.
De facto, depois de uma ocorrência ou um conjunto de circunstâncias que se aproximam de um modo nefasto, do outro lado do arco que se percorre, podemos contactar com um momento que nos faça inventar palavras.

Sob uma designação algo esquiva – Pop Deluxe - a expectativa para o regresso a Portugal dos Piano Magic e de Patric Watson, finalmente com passagem pelo Porto, começou a nivelar-se por baixo, pela dupla desolação da colocação de cadeiras na plateia e pela ausência de público: de que adianta falar sobre a falta de risco na programação de concertos na cidade, se a resposta por vezes é esta.

Sob um som quase deplorável, The Invisible, conseguiu sair dessa característica, ambicionada pelos seres noutras perspectiva, apenas quando tentou - e atingiu a espaços – colocar densidade sonora onde havia uma intensidade algo desadequada.

Foi com alguma satisfação que foi possível ver os músicos do colectivo Piano Magic, a comandar as operações de montagem de espaço para actuação.

Com um arranque infeliz, apresentando-se como os Tokyo Hotel, permitiram verificar que a qualidade do som é dependente do estatuto que define a ordem de entrada num evento a três nomes, que não costuma dar boa sequência a maus prenúncios: o excesso de nomes em cartaz, retira profundidade às actuações.

Com percurso a partir de “Recovery Position”, com paragem em “The Blue Hour”, esgotaram a passagem pelo mais recente Ovations, e confirmaram que a presença de Brendan Perry se limitaria, pelo menos por agora ao contributo em duas grandes canções do álbum deste ano, e teria de ser adiado o momento em que finalmente o poderíamos ver em solo nacional.

O que não se pensaria nessa altura – mais uma vez olhando um Sá da Bandeira que nem as cadeiras da plateia via repletas - é que a actuação se resumiria a pouco mais de trinta minutos, a ser levada por um som muito bom e pela retrospectiva de uma discografia com algum corpo e de bom nível.

Com destaque para a guitarra, que torna os Piano Magic uma das bandas mais “eighties” a editar com regularidade, e sublinhar uma sonoridade condimentada com sabores cujo travo é ainda muito agradável de obter.

Prosseguiram com “Dark Horses” e “Jacknifed” antes de “Love and Music” - a que Glen Johnson acrescentou Kraftwerk na apresentação do tema - buscado em Disaffected.

Com a percussão a vincar as ambiências que os definem, a alicerçar teclas simples e com a guitarra a abrir espaços ou cerrá-los numa medida bem equilibrada o espectáculo foi crescendo com o baixo bem sincopado em “Great Escapes” de Part Monster, um instrumental cheio a terminar com um “thank you” envergonhado.
A passagem para o centro do palco e do tema, da voz feminina que exige mais oportunidades e que em “Incurable” teve de mesmo assim de dar lugar à de Glen Johnson, com os instrumentos num crescendo excelente, para o retorno a Part Monster, em que “The Last Engineer” atingiu o ponto alto, num complexo jogo sónico quase épico e, que fez lamentar, de certa forma, pela sua curta duração e sem regresso, uma actuação que tinha gerado um foco de promessa com alguma legitimidade.

No entanto, a começar logo pela leveza de movimentos com que preparavam o palco, Patrick Watson e os seus cumplíces de virtuosismo, misturados com os técnicos, o desenho de uma noite de magnitude imensurável começa a ter o seu esboço.

Pátrick – gritava alguém bem disposto que forneceu um sorriso largo ao músico baseado no Canadá.

O que vou tentar bater nestas teclas a partir deste momento merecia um texto próprio, mas acima de tudo que eu não conseguisse articular um única palavra sobre este branco, que se enche, mas nem perto do estado repleto que atingi e que não me larga desde que assisti a um desfilar de obras-primas, com uma definição de talento que ainda não foi devidamente cartografada.

Quero falar-vos de cosmologia emocional.
Com palavras lavadas por lágrimas refractárias.

Com o apagar das luzes, camuflou-se a presença da ausência de uma massa humana que quatro MÚSICOS, tanto viriam a fazer por merecer.
Os caracteres maiúsculos porventura nunca terão sido tão bem aplicados, e depois quem teve a bênção de assistir ao que a seguir se passou e pela forma como respirou o espectáculo provou que as multidões ou a dimensão da presença de público pode afinal ser mais uma definição de quantidade absolutamente relativa.

Oriundos de uma região do globo que teima em permitir o conhecimento de gente que trata a arte dos sons de uma forma inegualável, com um naipe de nomes que realizarm ao longo dos anos 00 alguns dos mais devastadores trabalhos discográficos da História que sustenta a existência da música: do Canadá para tudo o que afinal somos.

O que se passou a partir dos primeiros efeitos sonoros de “Fireweed” foi algo que não se tem a oportunidade de VIVER todos os dias.

Volto a reforçar a forma como a palavra foi salientada e de como que certa forma fui envolvido pelo que se passou já no dia 5 de Dezembro, entendam que nada é exagero.: atropelamento da alma e fuga impossivel de exercer.
Digamos que é um favor que aqui deixo, como um pedido, a quem ainda não desistiu de ler.

Inacreditável!

A qualidade do som – mais tarde Patrick Watson envolveria todos os técnicos no arraial de agradecimentos e, como eles foram tão merecidos!
A voz com que a penumbra foi rasgada e que fez mitigar o frio e todos os sentimentos que pudessem bloquear a passagem de um testemunho de pura genialidade, abre-se.

Guitarra inverosímil, afagada primeiro por um arco e depois dedilhada, partículas de sons que se iam juntando vindas das entranhas da um mundo de beleza inclassificável.
O baixo a sussurrar.
A percussão a alinhar-se em detalhes que não se distinguiam o que era uma montanha ou um ponto oceânico profundo.
Martelar orgânico, talvez um iluminado a bater em objectos, de um modo perto do "desumanoimpossíveld'existir".
Que tremendo percussionista viajou nesta noite para o Porto.
Teclas em transparência comandadas à distância
E a voz.
Existe.
Afinal existe.
E se Wooden Arms, parecia um excelente disco – mais um de 2009 – impossível de pôr em concerto, todas as moléculas que nos unem foram pulverizadas pela oportunidade de constatação.
Pelo primeiro momento inacreditável.
A última vez que me lembro de sensações assim, foi perante o impacto visual de uma apresentação dos Sigur Rós, este ano por muitos dos momentos dos Tindersticks no Coliseu dos Recreios ou o conto de fadas apocalíptico em carne-viva de Joanna Newsom no Theatro Circo.

O salto para o mergulho abismal de “Tracy’s Waters” foi de arrepiar.
Uma canção daquelas que não se esquece até ao fim dos nossos dias, consegue ganhar uma dimensão “desanormal” tocada daquela forma ao vivo?
Tocada e a tocar: “avidada”.
Continuo nesta fase a inventar palavras porque Patrick Watson inventou pérolas em Wooden Arms e, começou no Sá da Bandeira, a desenvolver não um espectáculo, um concerto ou uma actuação, mas a invenção de um sentido.

Em tempos referi ao visualizar “Beijing” num extracto da Q Tv, que estaríamos perante arte no seu estado mais puro.
O que Patrick Watson fez ao piano, coadjuvado por Simon Angell, Robbie Kuster, Mishka Stein, foi desintegrante: arraso; rasgo; talento; tornar um tema dos melhores deste ano numa interpretação “daqui para a eternidade".
De gritar e ficar uma infinidade de tempo em silêncio.
De “desesrespirar”.

E a “tetralogia” da abertura de Wooden Arms, completou-se também no Porto com o ”título-tema” de uma obra, que como foi escutada, sob o manto da incredulidade, se propagou por baixo da pele e agora será um caso cientifico até se descortinar a possibilidade de lá ser arrancada.

Uma sugestão aqui deixo: à dentada; da mesma e exacta forma como os rins foram mordidos, pela incrível transposição para um palco negro da “branquitude” de um estado de alma, atingido por um conjunto de músicos que deixavam em estado de catarse silenciosa um público que não hesitava em se mostrar rendido.

A comunicabilidade de Watson, não se aprende em cartilhas de como se dirigir a uma audiência: brota: numa naturalidade desarmante, armadilhada num sentido de humor soberbo, numa satisfação por ali estar, de uma genuidade que faz estalar os ossos.

Para “Big Bird In A Small Cage” refere a inspiração em Dolly Parton: verdade ou mentira, a consequência é um tema de eleição que atinge um brilhantismo “acimado”: acima de qualquer suspeita, porque nesta altura já não sabemos onde estamos ou que é escutado.
Perante harmonias vocais estonteantes, instrumentos tocados numa perfeição “confragedoramentedoentiadeboa”.
Sons “espelháticos”: mares quânticos nunca dantes navegados.
Olhares trocados e “foda-ses” mordidos ou soltos sem receio de retaliações.
Corpos em busca de clemência procurando ajustar-se a cadeiras que já estão nesta altura, a escassos milímetros do solo.

Patrick Watson aparece em pé, no centro do palco e sentado ao piano no mesmo “frame”.
Gnomos à solta num chão de madeira arrancada a uma floresta de sentidos de fumos de verão?
Os gnomos costumam usar uns “barretolas” para o pontiagudo e têm barbas mais longas.
Aqui, estaremos, eventualmente, perante alguém que não move música, move-se por ela e enquanto esfregamos os olhos, os diabos estão sentados com guitarras encostadas ao peito, entrelaçados em objectos para percussão que se escutam em cada fracção das cascas que em camadas geram sons de júbilo interiorizado sabe-se lá como: o sangue tem realmente desígnios que nunca dominaremos.

Em “Travelling Salesman”, Patric Watson, que no disco tinha elevado a sua composição a níveis inesquecíveis, mostrando aos 30 anos que se senta numa “távolarredonda” com Sigur Rós, Radiohead e Tom Waits. Brutal.

A exorbitância talentosa é assim.
E com a agravante de uma recorrência que mereceu ser anunciada pelo megafone e por toda a parafernália que tinham à mão; balões, desentupidores de canalizações e sopros que não lembram a ninguém: ou talvez apenas a um génio, por isso as usaria no tema de fecho.

Quando o tema chega ao fim, poucos saberão onde se encontram e chocam de frente com “Storm” em mais uma interpretação sublime.
Cada instrumento a ouvir-se de viva voz, de pleno direito, nada escapa aos sentidos que existem catalogados, para os inventados, Patrick Watson e os seus comparsas, apenas baixavam as mangas, apenas também com o simples propósito de mostrarem um pouco mais tarde.

Prestidigitação exercida por duendes agarrados a instrumentos musicais que são complementos do próprio corpo: membros e orgãos em substituição dos tradicionais, integrantes da versão original.

Perto do final da canção Watson pede ao público para fazer algum barulho e aproveita o ruído para encerrar de rompante o tema: inesquecível.

Patrick Watson não hesitou um único segundo em arriscar, em pôr sob a forma de um concerto um álbum que parecia impossível de assim ser transposto.
E como ganhou.
No Porto deu-se a felicidade, não a coincidência, de um estado de graça, devido a uma digressão pela Europa, que amadureceu as canções a um ponto de colheita perfeito, em que os temas não se sequenciam; vivem; rasgam-se; respiram, como qualquer ser com estas premissas básicas.

No final dos temas, conversas sobre o que o tocam, a fazer-nos querer provar que está ali um homem, que afinal existe, não é um enviado dos deuses para falar connosco através da música.
Brinca genialmente com lógica e óbvia sonoridade do obrigado com "arigató" e refere a felicidade por ter tido dois dias para conhecer a cidade.

“Man Like Me” apresentada referindo "you", em mais uma oportunidade para mordermos os lábios perante o que se escutava, belíssima, com a guitarra em destaque, mas isolá-la perante percussões mitológicas ou um baixo com a precisão de um sistema vital qualquer, seria manifestamente injusto, tal a elevada bitola porque se rege a qualidade dos “instrumentistas” que preparam a operação a peito aberto a que fomos sujeitos pelo cirurgião dos sentidos a que se arvorou o elemento que usava a voz como um bisturi de “lasers” de magma.
“The Great Escape” tocada daquela forma arrasou todos os sismógrafos que ainda se mantém ao serviço de uma guarda costeira sem limites a defender, já sem pontos de referência depois de ser varrida por uma tempestade de brilhantismo.

E erupção foi interrompida por um toque de telemóvel:
- Mr. Watson, para si: é Deus, disse-lhe que estava ocupado e ele acedeu em silêncio: senti-o sorrir.
“The Great Escape” com a sala totalmente às escuras poderia ter sido o momento que uma noite se recusava a eleger.

O salto sobre nós próprios é executado com “Lucious Life” num dos temas do álbum anterior “Close To Paradise” de onde já tinham vindo “Storm” e “The Great Escape” e alcançaram, também eles, nesta noite um novo foco de referência para a posteridade.

Se pudéssemos seccionar o nervo vago, para avaliar como reagiu à escuta de “Where the Wild Things Are”, depois de Patrick Watson dissertar sobre a realização de Spike Jonze ao adaptar a obra de literatura infantil de Maurice Sendak, na sua apresentação.
Até risos se atreveram ao ouvir uma espécie de “pífaro” a competir com o tal balão e restantes companheiros instrumentais, numa interpretação que permitiu imaginar como seria a obra de um grande compositor clássico que vivesse nos nossos dias.
Ruídos “àlaTimBurton” num momento espantoso.
O que eu não dava para “inassistir” outra vez a tudo isto: estive para arrancar para Lisboa, para o “BockemStcok” - perante essa impossibilidade, limitei-me a enviar mail geral a convocar quem pude para não faltar!

A saída do palco para o regresso, mas para a plateia!
Com um escafandro voador, qual passarola com focos luminosos, Patrick Watson avança para o centro da sala e todos se reúnem à sua volta!
Sugeriu que ia voar, mas levitou.
Um momento – exacto – inacreditável!
“Hearts in the Park”: levitante.
Guitarra e voz e público e sabe-se lá mais o quê porque aqui já é quase impossível alinhar pensamentos!
Perante tal cenário o arraso de “Man Under the Sea”: sem palavras o que se passou: comunhão abosluta: alguém que insistia em cantar, pondo Patrick "out of job": e se tinha a letra em cada grão de voz!
Com o público em coro e os músicos a regressar ao palco, voltando a pegar nos instrumentos que já lidavam mal com o abandono, tal a forma brutal com que foram tratados nesta noite.

Aqui perdoem o turbilhão que já não permite identificar o que foi tocado, se o resto de “Man Under The Sea” a rasgar com toda a gente em pé, encostada ao palco ou já um outro tema.

Sei que voltaram, mas, já não sei se foi logo a seguir ou sequer se alguma vez dali saíram.

Apenas consigo referir, que terminaram com uma música nova, composta durante a “tour” e que Patrick Watson ainda perguntou se não nos importávamos que a tocassem!!
Pode?

Fecho em catarse.
Assessorado por músicos de uma qualidade em que se merecem uns aos outros.
Inacreditável, acreditem.

E se vos acrescentar que depois de toda esta demonstração de talento sem limites, veio para a boca do palco, nos degraus, conversar com o público, assinar discos e “set lists”, que até eram dos Piano Magic, elogiar o Porto, tirar fotos com quem pediu e até poder falar sobre a Cinematic Orchestra, que para todos os efeitos foi daí que o “inconhecí”: “Build at Home” foi o meu primeiro contacto com aquele que me terá permitido assistir, "talvezarraiarcerteza" ao espantoso concerto dos meus dias.
E tudo com uma simplicidade inexplicável: durante e depois do que inventou.

Inacreditável; “inanormal”; a aproveitar cada partícula da noite; imperdível; mágico; “outstanding”; espanto; “fabulástico”; em palco ou fora dele, na plateia ou no que restava dela, assistir ao que pude ver e poder alinhar palavras sobre aquilo que apenas a respiração consegue; nos espaços todos.

Que chá seria aquele que bebeu durante o "inconcerto"?
- Fosse o que fosse, não domou a ignição de toda aquela torrente magmática.

Provavelmente não terei disco do ano, ou até da década: concerto de uma vida, andarei lá perto.

Invenção.

11 comentários:

p disse...

Uma pessoa até fica tonta aqui :) especialmente para quem já o viu e não o foi ver desta vez (mesmo com bilhete religiosamente comprado a tempo e agora a dizer muitos palavrões para dentro)

Agora se me permites, umas quantas observações.
Primeiro, tu tens uma forma de escrever/ descrever /sentir concertos que me faz muita impressão, no sentido em que marca. Consegues descrever as coisas de tal forma, com tal pormenor, com tal generosidade sobre o que sentes, que quem lê parece que plana sobre a coisa. Guias o leitor por todos os momentos, percorres com ele o espaço envolvente, entras leve em ti e sais de novo para fora com a mesma leveza, sem se dar conta disso, como se não houvessem fronteiras físicas. Eu admiro imenso quem consegue escrever fora de si, é coisa que não sei como se faz.

Em segundo lugar, dos textos que já li aqui sobre concertos, este é o primeiro em que apesar de nos guiares muito bem, não há esse planar sobre. Uma pessoa sente-se a ver a coisa de forma fixa, como se estivesse pregada ao chão, e tudo à volta girasse. Parece tudo desarrumado, mas tudo no sítio certo. Exactamente como deve ser. As palavras ganham uma vida diferente, ganham vida por si, saem fora delas, não há o controlar sobre elas que se sente nos outros textos. E isso, só pode ser, é, muito bom. O espaço pequeno torna-se o grande, só pelo impacto.

Por último, dei comigo a lembrar-me do outro concerto e a não saber bem se me consigo lembrar dele, como o vi e senti, ou se vou passar-me a lembrar dele, assim, como o que escreves, porque isto está muito bom, dá muita vontade que tenha sido assim, como se lá estivéssemos estado um pouco.

Ainda, que desde que leio estes textos, já não consigo ver concertos da mesma forma. E isso, isso, podes crer que é um imenso elogio (valendo o que vale a minha opinião, claro, que de música não percebo nada, apenas a sinto). Uma pessoa que é capaz de nos “mudar” a forma de sentir a música onde ela é maior, mesmo que por palavras, olha, dá para inventar uma nova língua só em forma de agradecimento ;)

(e agora vou só ali bater com a cabeça na parede e amaldiçoar a vida um bocadinho :p)

Nuno disse...

Obrigado pela leitura. Pelo comentário não é fácil articular palavras: outro obrigado. muito.

1entre1000's disse...

Voei! Obrigada...

Nuno disse...

Obrigado, eu, pela leitura e pelo comentário.
Voo em queda livre foi o som naquela sala.

Joao disse...

Se não estivesse já preparado, acharia impossível um retrato tão real de uma noite perfeitamente impossível.

Não sabia existirem espectáculos assim.

Inesquecível.

from me disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nuno disse...

obrigado pela leitura e comentário.
from me to.

Vanessa disse...

subscrevo totalmente a p. mesmo mesmo.

Nuno disse...

( )

Alice disse...

Conheço alguém que costuma dizer: levei um coice!
Sá da Bandeira aqui vou eu!
Um abraço.
Alice.

Nuno disse...

não sei como será: dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo local: pode ser que um génio, sim.

obrigado pela leitura e comentário