17 janeiro 2010

Até as sociedade mais primitivas admitem os seus loucos 20100117

Noutro tipo de registo.

Na fantástica noite de 4 para 5 de Dezembro de 09, no Teatro Sá da Bandeira, Patrick Watson referiu-se à obra de Maurice Sendak transposta para a tela sob realização de Spike Jonze, na apresentação do seu “Where The Wild Things Are”.

O silêncio com que o assumido desconhecimento - aparentemente geral - foi dado como resposta, tem eco agora com a exibição numa sala algures por aí - de preferência sem pipocas desenfreadamente à procura do chão - que se deve transformar em imperdível.

Se alguém como ele dá uma pista destas, não a podemos esquecer, para lhe seguir o rasto: se não na altura ideal – a imediata – pelo menos na possível.

Se “Where The Wild Things Are” é uma canção tremenda, o filme é uma obra de arte da simplicidade e dos movimentos genuínos: e há por aqui uma infinidade deles que a sublinham.
Tem a voz de James Gandolfini e a de Forest Whitaker.
E a fábrica de Jim Henson.

E tem uma banda sonora decalcada de tudo isto, que lhe dá mais corpo: envolta nesses sentimentos já acima indicados.

É da responsabilidade da voz dos Yeah Yeah Yeahs – Karen O – e ficam aqui alguns excertos que brilham como quando voltamos “aos sítios” que ainda possuem as mesmas cores.

Sete canções que abrem o fecho para o original de Watson, incluído em “Wooden Arms.



01. Building All Is Love
02. Lost Fur
03. Cliffs
04. Hidaway
05. Rumpus
06. Worried Shoes
07. All Is Love
08. Where The Wild Things Are

A escutar antes ou depois de assistirem a estes quatro pedaços, sem a necessária qualidade sonora, no entanto mostram o que se viveu nessa noite de Dezembro, que sobre ela aqui escrevi.

Agora o poder das imagens.







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