23 maio 2010

joanna newsom . have one on me









Imaginem o melhor disco do ano escutado a partir de vinil sulcado.
Um álbum triplo atravessado por uma voz tremenda: instrumento transmissor de textos ouvidos como sagradas escrituras.
Um piano que roubou todo o espaço à sala deixando uma nesga absismal para a harpa.
Escutam-se ainda os sopros e cordas escalados num precisão emocional que só a composição estratosférica sabe alinhar.
Antecâmara da desintegração.
Obrigado.
Beijo.
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