05 julho 2010

que tosta! ( quanto mais escuto Trespassers William menos consigo escolher o que sobre eles quero fazer!)

Estando o Porto sob o efeito de temperaturas saharónicas, os acontecimentos sem qualquer ponta de explicação podem suceder-se a um ritmo avassalador; os pensamentos podem nem sequer espreitar da nascente, quanto mais atingir o cume do deslumbramento.

Talvez por isso se justifique o acolhimento a mais uma birra de joão moutinho, desta vez com aval do rui santos, qual autor da alegoria da verdade absoluta e rastejador aos pés da Imaculada Serpente dos Mares Insubmissos.

A tia do zebedeu que tem um quintal com uma “rélba” world class, tem lá espalhados uns anões e um dálmatas de louça e, para tentar levantar a moral ao miúdo vindo do reino dos algarves, organizou uma sessão de francesinhas e de fútenaérba para o moço e, não é que não lhe bastando perguntar onde estava a colher para o creme de marisco ainda se atirou a rebolar para aquele tapete lanzarótico agarrado às pernas depois do monteiro – o anão de barrete grená - lhe ganhar o 3º lance de cabeça em 2 segundos de jogo.

Já para não falar de estar a perder por quinze a zero e de ter duas negas e tapado por faltas a inglês a meio do primeiro período.

Eventualmente as brasas em que se tornaram cada par de paralelos milenares que servem de manto a um subsolo que brota seres donos de capacidades que sublinham o facto de tudo ser coincidência e nada estar relacionado a não ser por elos que servem de amortecedores a camadas de pele que pertencem a individualidades que de facto não o são.

O zéquita sempre foi um dj do caralho e o chibanga põe uma cidade à beira de um cataclismo: cidade que o Ricardo Teixeira incendeia com uma mestria que até dói: uma respiração sensorial é o que é! – contraria a regra dos fogos cruzados: estes caminham sobrepostos numa casa a arder.

Este estio no auge permite tropeçar a cada momento em gente que não encontrava desde a primária ou dos primeiros beijos à foróeste na praia da apúlia, e mostrou-me um compositor fabuloso da terra que pariu os chungas dos delfins.

B Fachada confirma-se como um compositor genial: a música em Portugal atravessa um largo espectro de escuridão, na medida que esmaga e engole quem se atreve a abanar as coisas e este méne tem um poder criativo que assusta: não passa de uma opinião mas vale muito mais que isso.



Os Chameleons tocaram em Lisboa – pois foi, mais um que passou ao lado – mas tenho um concerto deles cravado nos nós dos dedos com os dentes.

Por absurdo ou não tudo estará ou não ( não, não está, não, não está: estás? – não! está(s) lá? estou: mas não touço!) interligado por arames que seguram um pais agarrado a um península que teima em não se “deslargar” do resto de uma europa em cacos, que é como fica quem assiste a um desfilar de canções tocadas daquela forma pelo menino bernardo da fachada: a que sustenta e talha com materiais nobres o altar da composição musical no nosso pais: sob o alvo manto da simplicidade.

O fileden aliado ao sherrif ou mais precisamente o contrário não deixam escutar algum som que por aqui foi rompendo: mas re(com)põe-se.

E os chameleons sempre tiveram um som poderoso não tiveram zéquita? – têm!



E os Little Nemo “cowboy”? – carago!

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