31 outubro 2010

até as sociedades mais primitivas admitem os seus loucos 20101031


(imagem de Beatrice Helg)

Percurso efectuado com minúcia pelo recorte da face ocidental da cidade.

Banda sonora construída pelo apontamento da canção perante o cenário, ou pela fixação da forma como as imagens se deixaram percepcionar, no momento em que soavam perante a manifestação poderosa dos elementos, as fragilidades sem templo, no exílio ao começo do dia, perante o sonho do homem sem palavras.

Mãos sujas por tinta desprezada pelo dilúvio, na sombra do que foi uma vã tentativa para dominar o mar que desconhece o Outono de demónios brancos.

No breve reinado das recordações que sequestraram as vontades e estugaram passos que se queriam no segredo do oriente perdido.

Apenas a música sabe quais as sete partidas onde os corpos se tornam diabos no mistério do reencontro e deuses inquietos pela reprodução de páginas abertas à indulgência.

A persistência das questões tornava-se insuportável: a que ceder?: à vontade classificada como impossível de uma certa forma de felicidade ou ao desejo íntimo de ser a rede de salvação dos outros?



01 The Soundcarries - Celeste
02 Peau - Litanie
03 Pela - Present
04 DM Stith - Pity dance
05 Archive - Razed To The Ground
06 Nick Garrie - Lovers
07 The Kills - Goodnight Bad Morning
08 Antony & The Johnsons - Her Eyes Are Underneath The Ground
09 Kendl Winter - Sharp Stones Into The Sea
10 Richmond Fontaine - Maybe We Were Both Born Blue
11 Unkle - Paint The Silence
12 New Ghosts - Suspiria
13 Our Broken Garden - The Darkred Roses

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