30 dezembro 2010


a hora no limite leva-se pelo contágio que o orgulho impede.

há pedras que se enramam sem perderem a marca de água, identidade emocional: antes de se esfacelarem sob os dialectos que habitaram a tinta agora perdida pelos marcos geodésicos que não te devolveram à estrada vermelha.

queria ter-te cartografado os passos quando o alvoroço te convocava os dias, apenas se o teu queixo comunicava com o peito ligado pelas minhas mãos; descendentes: de um afluente do colapso de trilogias que não se decifravam.

(new ghosts . television skies)


as crisálidas não se agarram a flores ocultas nem ameaçam o abandono de casas onde o espanto persiste em arredondar cantos, que a névoa do tempo contínuo fez mergulhar em ondas frias.

O verão era bebido e guardado na desconfiança com que o cavalete media os néctares que a paleta fazia voar na sala das janelas dominantes: o chão era nosso cúmplice e a clareira continuava silenciosa: às raízes negras dava-lhe o traço, que incisão solar sobre musgos permissivos do apaziguamento até à – sua - saturação.

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