30 junho 2011

presas


( imagem de paulo nozolino )

As presas perdem o brilho no olhar, na exacta medida que a sua agonia incandesce o do seu executor: não há encanto no percurso que a leva a estados onde reina a ignição dos fascínios.
O manto a que usurpei cumplicidade levou à declinação do que eras, fazendo-te escapar entre os dedos e a desaparecer ao contacto da ausência de solo, nas cinzas da volatilização.
Tomo a recusa de recordar os cabelos em voo cíclico quando te afastas e se perde o espaço: não: não quero nem vou pensar nisso: desejas o espaço cheio de vontades; o tempo tracejado pela velocidade de que se veste o retorno; as mãos a implodir as portas de um templo sem acesso.
A voragem e a vertigem da fuga não te permitem ver-me: içaste os passos na clareira onde nunca estive e não soube se a tinhas alcançado.



the black heart procession ::: a cry for love

"Love not our love
love isn't supposed to be this way
love is a poison ring
and love has poured you drinks
now love waits for you to sleep
don't lend it to a friend
'cause you may never see that friend again
don't bother with a cover 'cause love can
pick out the fakes
but that's not our love
not our love
this crime of love
love isn't supposed to be this way
love will sting and love will burn
love will steal all you've learned
yes it will but not our love
sometimes in your back
and sometimes in your heart
it's a double edged sword
don't you bother with a cover
'cause in a crowd love can pick out the fakes
but that's not our love
not our love
(and the girls sing along) do you hear this cry for
love
do you see this crime of love
love waits for you to sleep
don't lend it to a friend
you can easily pick out the fakes
don't you see this crime of love
this crime of love holds you here
sting burn steal learn
don't turn your back on my heart
you can easily pick out the fakes"

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