11 outubro 2011

belly ::: low red moon


Sob uma lua em chamas experimentas o medo no que espreitas nas mãos em concha: a transparência e os elos tecidos na necessidade de chão permitiram à muralha avermelhar-se quando passou a ser céu: o sangue frio arquitectado com minúcia rumo ao temor do reaparecimento das chamas e sua propagação pelos alicerces dos sentidos não resistiu à incandescência trazida pela escuta da canção que lhe pulverizou as bases. Indicas aos passos os trilhos que julgavas perdidos na extinção do mapa do assombro. Mordes os lábios; o sorriso exigiu-se; o corpo tremeu e o solo abanou abandonando a vegetação mantida com mãos em que o verbo exímio atirado aos vasos comunicantes os manteve a envolver o meu nome nos limites da inquietação. Chamo-te e olhar para trás deixa de ser uma reacção instintiva: afastas hipóteses, devolves-te certezas que não queres postas em causa: a abolição de fronteiras e a junção de montanhas a praias onde o vento trouxe margens de rios, ocorre: suprimindo sombras - sob uma lua em chamas.

2 comentários:

Crissant disse...

Olá amigo, faz tempo que não passo no seu cantinho. Sempre bom voltar a esse lugar cheio de sons agradáveis e belas palavras.
Fique bem.
Abraço.

Nuno disse...

Olá amiga, cheia de talento. Há muito que não mostras trabalhos no teu espaço ;) Gostei do que vi lá agora :) não pares com a geração de imagens ;)
Obrigado , fica bem com um abraço
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