
(c) Jon Gibbs
O excesso da duração das noites não esbate a nitidez de um rosto que envolveu o dia,
que consumi sob a escuta de uma voz incrustada num manto de sorrisos,
que acelera as partículas que movem o tempo entre as nossas mãos que se adivinham.
Nas manhãs que percorro, és-me:
mostrada na chuva reflectida em cada braço de árvore que filtra o sol que me chama.
Escuto-te quando o murmúrio dos rios abraça as cidades nas paisagens transformadas
em teatros em chamas e submersas pelo teu vento que os meus olhos não abdicam.
Os sentidos à deriva apenas capturam a interminável projecção dos limites do teu
corpo na rendição do meu.
1 comentários:
manhãs que polvilham sal pelas palavras
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