31 julho 2012

alfa


(c) Dorothea Lange



Expandes os passos e o som pede-te aliança na vontade de lentidão.

Tal como ao tempo, precisa-te na suspensão das imagens que quer projectadas na cidade que esconde, para que nela sejas a vida que percorre.

Desfrutará a descobrir que o espreitas quando guardava o clarão que te conquistou a face, decalcado da movimentação entre a altitude da ânsia e a profundidade do medo?

Omitem-se os pontos que tornam lendário o encontro das curvas do rio com a indiferença à velocidade de aproximação da celebração dos lugares distantes.

A diversidade das feridas dos espaços primitivos, une-se à coerência da expressão que sublimava os intervalos, onde os silêncios demoram os céus e exorcizam os montes onde as vozes suaves também morrem.

Aperta-se o equilíbrio do velho candeeiro que pondera o confronto entre o vento e o exotismo da escuridão e a protecção com que o alpendre cala a humidade e afasta a noite.

- Sou agora o que procurava. As tuas cartas sempre foram lidas com as mãos a viajar para o rosto onde se recolheram as tuas.

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