01 julho 2012

até as sociedades mais primitivas admitem os seus loucos 2012.07.01


(C) Miguel Marecos

A lua espreita escondida e ri-se.

Tal como o seu estado, natureza ou elemento influenciador, o seu riso é ambíguo.

Dos reinos da simbiose ou dos domínios do parasitismo?

Devolve à noite o brilho que rouba ao sol, ou tal como nós, relecte a alma quando não tem medo de um espelho que aconchega?

A magia com que atenua ou amplia o recorte num céu negro ou numa tela com elementos que cintilam - como os olhares espalhados a que se dão a profundeza dos sentidos deslocados - altera-lhe a forma ou apenas expõe o que não receia?

Hoje tem um som diferente, mas sob um manto que é o de sempre.

É uma textura que desenhamos e que toco, quando deixo a praia e caminho para o exterior da cidade, atravessando o rio que a une, e te vejo em cada cor incluída na geometria de um beijo que me chama.

( para guardar )



01 - Beirut - A Candle's Fire
02 - Beach House - On The Sea
03 - Richard Buckner - Home
04 - The For Carnation - Emp. Man's Blues
05 - Sivert Høyem - Long Slow Distance
06 - Catherine Wheel - Fripp
07 - Danger Mouse And Sparklehorse - Revenge
08 - Mojave 3 - In Love With A View
09 - Blonde Redhead - The Dress

2 comentários:

Anónimo disse...

Já estou viciada... Boas leituras e boa música:).

Lisabel

Nuno disse...

thanks, stay tuned ;)